A tecnologia ao serviço de uma logística
moderna e mais competitiva

Artigo de Opinião de Nuno Figueiredo, Board Member, Sales & Marketing, da Abaco Consulting, para a Logística Moderna (Edição Papel Set/Out 20 – página 33).

O setor dos transportes e logística é um importante pilar da atividade económica, no qual desempenha um essencial papel de suporte ao negócio dos seus clientes e proporcionar-lhes vantagens competitivas.

 

Mas, a exemplo de outras áreas da economia, o setor da logística tem vindo a evoluir de forma acelerada, fruto de mudanças como a globalização, a digitalização, a redução de barreiras comerciais e as mudanças nos modelos de operação da cadeia logística que, consequentemente, impulsionaram o aparecimento de uma maior concorrência.

Desta forma, tornou-se urgente a necessidade de desenvolver inovadores modelos logísticos, que só o seriam possível através da integração de tecnologia adequada. Esta é, de longe, um dos fatores que mais tem impulsionado as empresas rumo ao seu sucesso, através da implementação de novas soluções e recursos capazes de otimizar os processos, modernizar setores e, de uma forma geral, melhorar a qualidade do trabalho e dos colaboradores.

Sem dúvida, que o impacto da tecnologia sobre o setor de transportes e logística é enorme. Basta analisarmos a agilidade com que as mercadorias circulam a nível nacional ou até mesmo internacional e chegam às nossas casas. No entanto, tal gestão só o é possível, graças à implementação de Softwares de Gestão, que possibilitam gerir todas as informações relacionadas com a logística da empresa, de forma a fornecer dados essenciais às atividades dos Gestores desse setor.

Perante esta realidade, muitas empresas do setor foram impulsionadas a alargarem o perímetro das suas ofertas de serviços, desenvolvendo novas competências na cadeia logística, com os inerentes riscos e oportunidades. Assim, compreender a importância de implementar uma solução que traga organização e fluidez aos processos empresariais, tornou-se fundamental. Afinal, todos sabemos das dificuldades que as empresas de transporte têm diariamente.

Porém, este alargamento dos serviços tem, habitualmente, como consequência, também um incremento nos custos para a organização. E, confrontadas com a escolha, muitas organizações tendem a focar-se no preço, ao invés do serviço, criando uma pressão acrescida no planeamento, execução e nos recursos utilizados.

Esta mudança é consequência de uma crescente perceção de que uma eficiente gestão da cadeia logística constitui uma fonte de vantagens competitivas para as organizações. No entanto, as mais bem-sucedidas são as que são capazes de compreender as reais necessidades dos seus clientes, bem como identificar quais os seus padrões de comportamento na compra, o que lhes permite melhor endereçar essas necessidades com práticas comerciais e oferta adequadas. Perante este contexto, sem dúvida, que a cadeia logística desempenha um papel de crescente relevo para a concretização destas práticas e ofertas.

Neste sentido, a proposta de valor das empresas do setor assenta assim em três pilares essenciais: otimização de custos de logística para os clientes, redução do ciclo de encomenda à entrega e redução de ativos fixos, ou seja, contenção de custos. Estas prioridades surgem em  simultâneo com o melhoramento nos níveis de serviço, algo que tem necessariamente impacto nos custos operacionais. Estas mudanças irão então implicar que as empresas bem-sucedidas no setor terão de assegurar que a estratégia está adequada para os segmentos de clientes, assentes num conhecimento próximo das suas necessidades e comportamento de compra, bem como do mercado.

Posto isto, a tecnologia pode desempenhar um papel fundamental para responder a estes novos desafios que estão a surgir no setor. Através do ERP, o gestor passa a monitorizar vitais processos, como emissão de diferentes documentos, custos e despesas, controlo da frota, históricos dos clientes, entre tantas outras necessidades. Resumindo, as empresas e os seus respetivos gestores passam a ter acesso a toda a informação que necessitam de forma integrada.

Assim é urgente que as organizações, que ainda não iniciaram o seu processo de transformação digital e que se confrontam com a necessidade de ter sistemas de informação eficazes e capazes, o façam, de forma a lhes permitir utilizar da melhor maneira possível a informação disponível para otimizar os processos de planeamento, dando-lhes superior eficácia, e, consequentemente, controlar os resultados.

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