“A grande maioria das organizações já compreende a necessidade
de recorrer a um software de gestão empresarial”

Nuno Figueiredo, Abaco Consulting SAP Gold Partner

Nuno Figueiredo
Sales & Marketing Director, Board Member, Abaco Consulting

Entrevista de Nuno Figueiredo, Marketing & Sales Director, Board Member, da Abaco Consulting para a Executive Digest: https://executivedigest.sapo.pt/a-grande-maioria-das-organizacoes-ja-compreende-a-necessidade-de-recorrer-a-um-software-de-gestao-empresarial-diz-executivo-da-abaco/

O tema da digitalização está na ordem do dia no mundo industrial e empresarial, e a sua importância é reconhecida em todos os setores de atividade. O papel das empresas de consultoria digital assume um papel fundamental nesta transformação.

A ‘Executive Digest’ falou com Nuno Figueiredo, membro do conselho de administração da Abaco Consulting, que explicou que no caso da empresa, na área de consultoria em software de gestão SAP, o trabalho consiste na implementação de sistemas de informação, com o intuito de integrar todas as operações de negócio essenciais de uma organização, sincronizando-as e desenvolvendo um planeamento sólido, otimizando todos os recursos disponíveis de forma a criar um melhor desempenho e agilidade da empresa, em todos os seus processos de negócio.

 

Qual a importância da consultoria digital para as empresas e de que forma pode potenciar os negócios?

Nuno Figueiredo: Atualmente, a grande maioria das organizações já compreende a urgente necessidade de recorrer a um software de gestão empresarial (ERP) para o seu sucesso no atual ecossistema empresarial. Através da implementação de um ERP, uma organização consegue acompanhar o desempenho da empresa facilitando os processos dentro da mesma mantendo o histórico das suas ocorrências, e assim otimizando os gastos com sistemas de informação. Ou seja, uniformizar processos utilizando um único sistema integrado economiza tempo, aumenta a produtividade, minimiza os custos e riscos, elimina os controlos manuais e ineficazes, bem como a duplicação de tarefas.

Tais dados possibilitam aos gestores uma tomada de decisão estratégica baseada em informação concreta e credível. Assim, é possível compreender que um sistema de gestão não deve representar um custo para as organizações, mas sim, um investimento, na medida em que quem não possui o mesmo colocar-se-á numa posição privilegiada para ser ultrapassado pela concorrência.

 

Sendo especialistas em consultoria, e estando ligados de perto às empresas, de que forma o cenário atual com a guerra e inflação crescente está a afetar os empresários?

Nuno Figueiredo: Apesar de haver alguma incerteza em relação ao futuro, não notamos que os principais investimentos estejam a ser “congelados”. Notamos sim, uma preocupação crescente em preparar as empresas para reações rápidas, ou seja, o objetivo é ter organizações ágeis e flexíveis. Existem sempre setores que estão em contraciclo e a fórmula vencedora é conseguir ter a informação necessário para os detetar precocemente e ultrapassar a concorrência na chegada a esses mercados. É exatamente essa a nossa missão: Apoiar a transformação digital das organizações de modo que estas possam medir assertivamente a sua performance, antecipar problemas e adaptar rapidamente a sua estratégia, se necessário.

 

O novo paradigma do trabalho, com a ascensão de modelos híbridos ou remotos, trouxe um desafio extra para as lideranças?

Nuno Figueiredo: Claro que sim! É evidente que os atuais modelos de trabalho não voltarão a ser o que eram antes da pandemia. O remote work, seja em regime híbrido ou 100% remote, veio para ficar e com ele trouxe novos desafios aos líderes e às suas organizações. Por exemplo, o facto de as equipas de trabalho já não estabelecerem entre si relações presenciais diárias, pode, por um lado resultar na perda de motivação por parte dos colaboradores, e, por outro, pode enfraquecer o próprio clima e cultura organizacional.

A segurança nas redes e nas aplicações passa também a ser uma nova preocupação, assim como toda a capacidade para gerir o tráfego de grandes quantidades de informação. As ferramentas de cibersegurança estão, mais do que nunca, a ter um papel preponderante na vida das organizações.

No entanto, aquele que para mim é o principal desafio está relacionado com o alcance a nível de mercado. O modelo descentralizado de trabalhar e de negociar permitiu que o nosso mercado passasse efetivamente a ser global, uma vez que conseguimos fazer um negócio de igual modo com um cliente português ou com um cliente em qualquer parte do mundo, uma vez que a transformação digital chegou a todos ao mesmo tempo.

 

Quais os principais desafios de um líder ?

Nuno Figueiredo: Nos dias de hoje, os principais desafios com que os líderes do atual ecossistema organizacional se deparam, dizem respeito ao “rescaldo” de dois anos de pandemia e trabalho 100% remoto. Desde o burnout, passando pela motivação dos colaboradores e escassez de talentos até ao ambiente de trabalho da organização.

Por outro lado, a escassez de profissionais qualificados, em especial, no setor das tecnologias da informação, também se tem revelado num dos maiores desafios que as organizações têm pela frente. É fundamental que os líderes consigam implementar estratégias disruptivas de atração de talentos ou caso contrário não se conseguirão distinguir da sua concorrência.